quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Como é que isto aconteceu?

Em pleno ano da graça de 2014, passei a ter um filho adolescente! E parece que é com isto que vou ter que viver nos próximos anos. Irei sobreviver?

Para já, tenho a dizer que tenho plena noção que "isto" apenas agora começou. Apesar de ter feito 13 anos em Março, foi por volta do mês de Junho que os primeiros sinais de "Adolescentite Aguda" (AA) se começaram a evidenciar. E porque é que eu digo que se começaram a evidenciar:

1- deixou de me dizer a toda a hora - ou escrever em SMS, caso estivesse longe - "amo-te", com corações e smiles.... :(
2- deixou de me telefonar para o escritório ao final do dia a perguntar "mãe, ainda te demoras muito? Já estou farto de estar sozinho!"
3- passou a ficar muito tempo calado no quarto, sem me perguntar nada ou me dirigir a palavra sem que seja eu a tomar a iniciativa
4- passou a estar mais tempo a ouvir música no iPod (odeio aqueles fones!) e a ver séries (no telemóvel, no tablet, na TV, everywhere!)
5- passou a deixar de ouvir à primeira (e à segunda e à terceira) aquilo que eu digo (já disse que odeio aqueles fones?)
6- passou a trocar SMS e/ou chats no messenger com miúdas (antes trocava algumas, mas sempre com os amigos), a quem envia....corações!
7- passou a dar respostas mais ríspidas e a suportar mal os meus "reparos"
8- (to be continued....)

E eu temo ficar com uma depressão, a sério! Só tenho este filho, estava habituada a mimos de filho pequeno, e agora levo com estes (não) mimos de filho grande. Estou tão mal preparada para isto que até me vêm as lágrimas aos olhos em muitas das situações em que os AA surgem em todo o seu esplendor. Depois fico furiosa comigo própria de ficar assim!

Por isso resolvi criar este espaço, para partilhar as minhas angústias e tentar exorcizar os meus pensamentos e, quem sabe, as minhas reacções. Porque às vezes escrever ajuda a perceber melhor as coisas, obriga-nos a pensar. E, quem sabe, se alguém algum dia se cruzar pela blogosfera com este espaço, e tenha dúvidas e medos (e parvoíces) parecidos/as com os/as meus/minhas, também queira deixar a sua história, o seu comentário, a sua sugestão, ou, na loucura, e caso existam, umas dicas para ajudar as mães (e os pais) a lidar com os AA destas criaturas que, afinal, são SÓ as coisas mais importantes da nossa vida.




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